O relatório da Polícia Federal sobre provas colhidas na investigação do escândalo do Banco Master mostram que o banqueiro Daniel Vorcaro trocou mensagens, segundo a PF, com o ministro Alexandre de Moraes, sobre diferentes assuntos.
Num dos registros encontrados pelos investigadores no celular do banqueiro, a conversa com o ministro do STF era sobre a iminência da prisão do banqueiro, que seria ordenada pelo juiz Ricardo Leite 10ª Vara Federal do Distrito Federal.
Vorcaro, que seria preso na segunda-feira seguintes ao registro das mensagens, segundo os investigadores, citou o juiz que ordenou sua prisão e consultou Moraes se “Galipolo tá sabendo”, se “conseguimos fazer algo” e, a última dúvida do banqueiro, se Moraes “acha que segunda já tenho que estar fora?”.
As mensagens foram reveladas pelo Estadão e confirmadas pelo Radar. Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, segunda-feira, o banqueiro foi preso pela PF quando tentava embarcar em um jato particular com destino a Malta e, depois, para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde buscava concretizar a venda do Banco Master. Para investigadores, pretendia fugir do País.
A PF diz que Vorcaro adotava um método para conversar com Moraes pelo WhatsApp. Ele escrevia a mensagem no bloco de notas do celular, tirava print e depois mandava com visualização única para Moraes. O ministro visualizava, respondia, mas as mensagens foram apagadas, restando recuperadas apenas as notas que Vorcaro fazia para se comunicar com o magistrado, segundo a PF.

Com Veja







