O presidente Lula evitará na largada da corrida eleitoral visitar estados em que mais de um candidato disputa o seu apoio, na tentativa de reduzir atritos que possam atrapalhar a campanha à reeleição.
A situação ocorre em Pernambuco, na Paraíba e no Maranhão, destacou o jornal O Globo.
A campanha tenta se equilibrar entre as pressões dos aliados locais e a estratégia que privilegia o palanque nacional.
Em 2022, Lula alcançou 66% dos votos no segundo turno nos dois primeiros estados e chegou a 71% no Maranhão.
Na Paraíba, a disputa pelo apoio de Lula é ao Senado.
O candidato do presidente ao governo é Lucas Ribeiro (PP), que tenta a reeleição, com o ex-governador João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos) concorrendo ao Senado.
Na última semana, Ribeiro e Azevêdo gravaram em Brasília com Lula.
Antes disso, o presidente já havia gravado, em julho, um vídeo declarando apoio a Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que tentará se reeleger.
Veneziano está na chapa do candidato do MDB ao governo, Cícero Lucena, que tentou ter apoio do PT, mas perdeu a aliança.
Pai do deputado Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara, Nabor ficou fora da lista, o que gerou incômodo no filho – que, apesar disso, declarou voto em Lula.
— É como se Lula tivesse três candidatos ao Senado: dois na nossa chapa e um na chapa de oposição. Eu diria que é um bom problema para Lula — afirmou João Azevêdo ao jornal.
Com Paraíba Online







