O Departamento de Estado americano reluta em recomendar a retomada das sanções contra ministros do STF por receio de que elas ajudem o presidente Lula nas eleições.
A reaplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes está pronta para ser adotada, assim como sua extensão a outros ministros.
Entretanto, ao contrário do que ocorreu em julho do ano passado, quando as pressões em favor das sanções partiam do Departamento de Estado e a resistência, do Tesouro, agora é a diplomacia americana que hesita.
A leitura foi a de que as sanções, combinadas com o tarifaço no qual o presidente Donald Trump citou o processo contra Jair Bolsonaro, impulsionaram a popularidade de Lula.
Foi esse diagnóstico que levou Trump a se aproximar de Lula e o Tesouro a suspender as sanções contra Moraes.
Como a decisão é política, o Tesouro aguarda a recomendação do Departamento de Estado.
Os casos em que as pressões de Trump beneficiaram a esquerda nas eleições do Canadá e da Austrália traumatizaram o governo americano, que não quer que isso se repita.
Daí a disposição de Trump de exibir uma boa relação com Lula. As tarifas são tratadas hoje como uma questão exclusivamente comercial e não entram nesse cálculo político, apesar das tentativas do governo brasileiro de colocar tudo no mesmo pacote.
Com Veja







