Os números chamam atenção quando colocados lado a lado com a estrutura financeira disponível para o exercício do mandato.
Quem acompanha o cotidiano da Câmara dos Deputados sabe que a estrutura para o exercício do mandato parlamentar passa longe de ser modesta. Além do salário mensal de R$ 46 mil, cada um dos 12 deputados federais da Paraíba conta com a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar, que injeta atualmente cerca de R$ 54 mil por mês para cobrir despesas como passagens aéreas, combustível e telefonia.
Ainda assim, ao prestarem contas à Justiça Eleitoral na corrida de 2026, cinco dos 12 deputados federais da Paraíba, que concorrem à reeleição, registraram queda no patrimônio em relação ao que declararam nas Eleições 2022.
Quem mais reduziu bens na declaração à Justiça Eleitoral
Conforme levantamento feito pelo blog Conversa Política, a maior queda proporcional aparece na declaração de Murilo Galdino, que passou de R$ 2,07 milhões em 2022 para R$ 788,3 mil em 2026, uma redução de aproximadamente 62%.
Na sequência aparecem Luiz Couto, com queda de 45,1%; Romero Rodrigues, com redução de 25,2%; Wilson Santiago, com 23,3%; e Wellington Roberto, com diminuição de 4,3%.
Quem aumentou patrimônio
Do outro lado, seis parlamentares declararam patrimônio maior em 2026. O crescimento mais expressivo foi o de Ruy Carneiro, cujo patrimônio informado passou de R$ 660,9 mil para R$ 2,89 milhões — alta de aproximadamente 338%.
Mersinho Lucena também mais que dobrou o patrimônio declarado, saindo de R$ 405 mil para R$ 854,8 mil, crescimento de 111%.
Também houve aumento nos bens declarados por Aguinaldo Ribeiro, de 22,9%; Cabo Gilberto Silva, de 32,7%; Damião Feliciano, de 31,8%; e Hugo Motta, de 8,1%.

Ponderações
A comparação, porém, exige uma ressalva: variação na declaração de bens não significa, por si só, aumento ou redução efetiva de renda ou de patrimônio financeiro durante o mandato.
A declaração eleitoral é uma fotografia dos bens informados pelo candidato naquele momento e pode sofrer alterações por compra e venda de imóveis, investimentos, participação societária, dívidas e outros movimentos patrimoniais.
Ainda assim, os números chamam atenção quando colocados lado a lado com a estrutura financeira disponível para o exercício do mandato.







