A União dos Vereadores do Brasil (UVB) divulgou, nesta terça-feira (4), uma nota oficial de repúdio às declarações atribuídas ao padre Antônio Evandro, pároco da cidade de Livramento, no Cariri paraibano. As falas, tornadas públicas no dia 1º de fevereiro de 2026, foram consideradas ofensivas e generalizadas contra vereadores, assessores legislativos e membros das Câmaras Municipais.
De acordo com a entidade, as manifestações do sacerdote extrapolaram os limites do direito à crítica ao utilizar termos pejorativos como “babões, cafajestes e corja de malandros”, além de afirmar que vereadores “não fazem nada, não trabalham e não têm compromisso com o povo”. Para a UVB, tais expressões atingem a honra institucional do Poder Legislativo Municipal e comprometem o respeito às instituições democráticas.
A nota também critica a tentativa de desqualificação do trabalho dos assessores legislativos, apontados de forma genérica como desnecessários e movidos por interesses pessoais. Segundo a UVB, esses profissionais desempenham papel essencial no funcionamento das Casas Legislativas, atuando no apoio técnico, organização administrativa, atendimento à população, acompanhamento de projetos e promoção da transparência dos atos públicos.
Outro ponto considerado grave pela entidade são as acusações de que vereadores condicionariam votos à obtenção de vantagens indevidas, sugerindo a prática de irregularidades sem apresentação de provas ou individualização de condutas. Para a UVB, esse tipo de afirmação é irresponsável, estimula a desconfiança da população e coloca sob suspeita injusta um dos pilares do sistema democrático.
Na nota, a União dos Vereadores do Brasil reafirma que o vereador é o agente político mais próximo do cidadão, eleito para representar a comunidade, fiscalizar o Poder Executivo e propor leis em defesa do interesse público. A entidade destaca ainda que generalizações ofensivas e ataques à honra das instituições não contribuem para o debate democrático e fragilizam a confiança da sociedade nas estruturas públicas.
Embora reconheça e respeite a liberdade de expressão e o direito à crítica, inclusive por parte de lideranças religiosas, a UVB ressalta que esse direito não pode ser confundido com liberdade para ofender ou difamar instituições inteiras, especialmente quando as declarações partem de figuras com influência social.
Por fim, a UVB se solidarizou com a Câmara Municipal de Livramento e reforçou o pedido para que o pároco realize uma retratação pública, clara e respeitosa. A entidade reiterou que seguirá firme na defesa da democracia, do Poder Legislativo Municipal e do respeito institucional.
A nota é assinada em Brasília, no dia 4 de fevereiro de 2026, pela União dos Vereadores do Brasil.
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