Temer exalta Moraes: “Se não fosse ele, talvez não tivéssemos eleições”

Ex-presidente afirma não se arrepender da indicação ao STF, e diz que “ele teve uma coragem jurídica e até pessoal extraordinárias

O ex-presidente Michel Temer (MDB) saiu em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 17. Em discurso no Fórum Pensa Brasil, promovido pelo canal BandNews TV, Temer afirmou que Moraes teve papel determinante para a preservação do processo eleitoral no Brasil.

“Eu o nomeei e confesso, não me arrependo, porque digo a vocês, se não fosse ele no passado recente, nós talvez não tivéssemos eleições no País”, declarou o ex-presidente. “Ele teve uma coragem jurídica e até pessoal extraordinárias”.

A defesa e o histórico da indicação

Temer nomeou Alexandre de Moraes ao STF em fevereiro de 2017, para preencher a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo. A escolha, à época, gerou debate sobre o perfil político do indicado, que havia sido ministro da Justiça do próprio governo Temer.

No evento desta terça, o ex-presidente respondeu às críticas dirigidas a Moraes por sua condução do inquérito das fake news e das ações penais relacionadas à trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Temer, parte dessas críticas parte de setores com credibilidade — entre eles, a imprensa.

“Interessante que não é só redes sociais, a crítica vem de um setor com mais credibilidade, que é a imprensa brasileira”, disse. “Quando se fala que a ‘liberdade de expressão tem que ser plena’, tem que ser plena, tanto é plena que a imprensa critica muitas vezes o que o Supremo faz”.

Moraes sob questionamentos

A manifestação de Temer ocorre em meio a uma série de revelações sobre o ministro. Reportagem do jornal O Globo, assinada pela colunista Malu Gaspar, aponta que mensagens destinadas a um telefone funcional do STF foram enviadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por fraudes financeiras.

Segundo o presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana, uma das mensagens, enviada no dia da prisão de Vorcaro, questionava se o interlocutor teria conseguido “bloquear” algo. O ministro negou a troca de mensagens, mas não explicou se manteve algum contato com o empresário. O Estadão confirmou, com fontes a par da investigação, que os dois conversaram naquela data.

Com O Antagonista

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