Projeto da UFCG de tratamento contra Covid-19 é selecionado em programa nacional

Um tratamento simples, que não causa danos ao paciente e que poderá contribuir para que não haja evolução grave do quadro de Covid-19 e a consequente necessidade de internação. É o que propõe um projeto desenvolvido por médicos, professores e alunos da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) que recentemente ficou entre os 200 selecionados em todo o Brasil no programa de formação Mulheres na Ciência e Inovação.

Idealizado durante os primeiros meses da pandemia, em 2020, o projeto surgiu através da observação da médica Priscila Werton, ex-aluna do curso de Medicina UFCG, campus sede, que hoje atua em hospitais de Campina Grande e Pombal. Ao atender pacientes com Covid, a médica percebeu a falta de tratamento específico que evitasse evoluções desfavoráveis do vírus. A situação motivou a profissional a buscar soluções utilizando a medicina baseada em evidência, com foco em pesquisas que obtenham os resultados mais próximos da verdade, formando elos na corrente do conhecimento.

“O estudo será feito em forma de Ensaio Clínico Duplo-cego, em que os pacientes serão divididos em dois grupos: um de teste e outro de controle. Nem os pacientes nem os pesquisadores saberão quem irá receber ou não o tratamento, evitando vieses. Os pesquisadores já têm todos os equipamentos e materiais necessários ao desenvolvimento da pesquisa, estando aptos a iniciarem a qualquer momento, a partir da liberação pelos Comitês de Ética em Pesquisa. Calcula-se que em três meses a pesquisa haja sido concluída”, explica a professora Deborah Rose Galvão Dantas, coordenadora do curso de Medicina da UFCG.

O estudo será desenvolvido com 162 pacientes diagnosticados com Covid no município de Pombal-PB, escolhido por ser uma cidade menor e na qual os pesquisadores terão melhores condições de desenvolver a pesquisa. Os pacientes serão divididos em dois grupos aleatórios (sorteados), em que o tratamento será aplicado em apenas um grupo, enquanto que o outro receberá placebo. De acordo com Deborah, todos estarão cientes de que poderão ser sorteados para qualquer um dos grupos e terão participação consciente e voluntária.

Além da médica Priscila Werton e da professora Deborah Dantas, também estão à frente do projeto os professores Ijanileide Gabriel de Araújo Braga, do curso de Medicina, e Gilberto da Silva Matos e João Batista de Carvalho, do curso de Estatística. A pesquisa ainda conta com a participação dos alunos do curso de Medicina Cynthia Beatriz de Araujo Machado, Ellen Monick Moreira dos Santos, Luís Gustavo Vieira de Araújo, Maria Clara Vieira Morais, Matheus Leitão França e Willgney Porto Genuino.

Mulheres na Ciência e Inovação

Em sua terceira edição, o programa de formação Mulheres na Ciência e Inovação visa fortalecer a liderança feminina na inovação de base científica e tecnológica nas áreas de ciências, tecnologia, engenharias e matemática. A iniciativa é uma parceria entre o British Council e o Museu do Amanhã, com patrocínio da Shell.

Em sua terceira edição, o programa de formação Mulheres na Ciência e Inovação visa fortalecer a liderança feminina na inovação de base científica e tecnológica nas áreas de ciências, tecnologia, engenharias e matemática. A iniciativa é uma parceria entre o British Council e o Museu do Amanhã, com patrocínio da Shell.

Por: Junior Queiroz em 23 de setembro de 2021

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