O Dia Nacional de Combate ao Diabetes foi comemorado nessa quarta-feira (26) no Brasil.
O médico endocrinologista Rodolfo Igor falou sobre essa doença, que ocorre quando o pâncreas não é capaz de produzir o hormônio insulina em quantidade suficiente para o organismo ou porque não é capaz de agir de maneira adequada resultando no aumento da glicose no sangue.
– O diabetes está se tornando praticamente uma epidemia, principalmente no Brasil. Hoje, no Brasil, temos diagnosticados cerca de 13 milhões de diabéticos. Corresponde cerca de 7% da população brasileira e ainda existe uma grande parcela que não teve diagnóstico, não procurou o profissional adequado e não fez os exames adequados – disse o médico.
Para diagnosticar o diabetes, segundo Igor, é necessário o paciente realizar exames laboratoriais.
– Como se faz o diagnóstico do diabetes? Através dos exames laboratoriais. Temos que ter alguns protocolos e, dentre esses protocolos, fazemos alguns exames desde aquele teste de glicemia na ponta do dedo, até o exame de sangue normalmente feito em laboratório. A partir de duas glicemias de jejum acima de 126 mg/dl podemos considerar essa pessoa diabética. Uma hemoglobina glicada acima de 6,4% pode considerar que o paciente é diabético – explicou.
Os tipos mais comuns do diabetes são: tipo 1, que é quando o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina em decorrência de um defeito do sistema imunológico; tipo 2, que é a diminuição da insulina e um defeito na sua ação; e diabetes gestacional, que é o aumento da resistência à ação da insulina na gestação.
Além disso, existem as pessoas pré-diabéticas que são pacientes com potencial para desenvolver a doença.
Os principais sintomas do diabetes são vontade frequente de urinar, fome excessiva, sede excessiva, emagrecimento, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças de humor, náusea e vômito.
O tratamento para controlar o diabetes pode ser feito com injeções de insulina e medicamentos via oral associados à alimentação saudável e prática de exercícios físicos.
Se não tratado, o diabetes pode causar muitas complicações para o paciente ao longo dos anos, como, por exemplo, problema nos olhos e lesões nos rins.
No caso do diabetes gestacional, quando não controlado, a mãe e o bebê podem desenvolver diabetes tipo 2, crescimento exagerado do feto na placenta, hipoglicemia durante a gestação, pré-eclâmpsia e pode levar à morte.
Com informações da Rádio Cariri FM