Saiba como foi o desfile pró-Lula da Acadêmicos de Niterói

A Acadêmicos de Niterói fez sua estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio no domingo (15.fev.2026) e homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação foi a 1ª a se apresentar no sambódromo da Marquês de Sapucaí. A escola entrou na avenida às 22h13. Encerrou o desfile às 23h32, dentro do limite de 80 minutos. Lula acompanhou do camarote da Prefeitura do Rio, ao lado de Janja, ministros e aliados, como o prefeito Eduardo Paes (PSD). A primeira-dama desistiu de desfilar.

Bolsonaro preso – o ex-presidente foi retratado como um palhaço. No 1º carro alegórico, está com um terno azul e caracterizado como Bozo (forma pela qual era eventualmente chamado por críticos). No 4º, a referência está no palhaço com uniforme de presidiário e uma tornozeleira danificada, uma referência ao episódio de novembro de 2025.

Impeachment de Dilma – logo no início do desfile, bonecos caracterizados mostravam a posse de Dilma Rousseff (PT). Em seguida, uma pessoa que representa o ex-presidente Michel Temer (MDB) toma a faixa presidencial. Lula e o PT defendem que a ex-presidente foi vítima de um golpe; sem Janja – a primeira-dama desistiu de desfilar na última hora. Seria o destaque do último carro alegórico, intitulado “Amigos de Lula”, mas não entrou para evitar que sua aparição fosse interpretada como campanha eleitoral antecipada.

Lula na pista – o presidente deixou o camarote durante o desfile da Acadêmicos de Niterói. Motivo: foi para a avenida cumprimentar o mestre-sala e a porta-bandeira da agremiação. Estava acompanhado do prefeito do Rio.

Evangélicos em conserva – uma das alas da Acadêmicos de Niterói mostrou os “neoconservadores em conserva“. De acordo com a escola, trata-se de um grupo de oposição a Lula, representada por pessoas do agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos. A fantasia foi alvo de críticas. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse ser inadmissível “ridicularizar” o grupo religioso.

Faz o L – integrantes da escola fizeram o “L de Lula” no desfile. De acordo com informações do jornalista Ancelmo Gois, a escola havia orientado que o gesto fosse evitado na avenida.

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