Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira de Carnaval, quatro mandados de busca e apreensão contra investigados por supostos vazamentos de dados de integrantes do Supremo e de seus familiares.
Segundo a PF, além das buscas contra alvos em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia –, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.
A ação foi autorizada por Moraes, depois de um pedido da PGR, dentro do inquérito das fake news.
A investigação tramita no Supremo sob absoluto sigilo. Ainda não está claro se o ministro Moraes irá divulgar o teor da decisão que ordenou a ação neste Carnaval.
Uma das potenciais vítimas de vazamento de dados é a mulher de Moraes, a advogada Viviane Barci, que teve dados de sua atividade empresarial num escritório de advocacia divulgados na esteira das apurações do caso envolvendo o Banco Master.
O filho de outro ministro do Supremo também é tido como potencial vítima da ação que teria sido praticada por um servidor do Serpro cedido à Receita Federal. A suspeita é de que outros parentes de ministros da Corte também tenham sido vítimas da ação ilegal.





