Luanna Brandão escreve no artigo: Política ou politicagem?

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Redes sociais infladas de entendedores de política, nas rodas de conversas, nas praças e bares não falam em outra coisa, as cidades respiram o clima pré-eleitoral, cada qual que discurse mais genialmente sobre “política”, mas será que sabem realmente a diferença sutil entre a política e a politicagem que estamos habituados a ver?

Política é uma atividade orientada para a tomada de decisões a fim de se alcançar determinado objetivo e pode ser tida também como a luta para a resolução de conflitos de interesse da comunidade.  Politicagem, porém esta totalmente a margem desse conceito, tem como objetivo principal atender a interesses próprios e a realização de troca de favores. Conceituados os termos, eu te pergunto o que tem em sua cidade, política ou politicagem?

Ao passear pelas “timelines” do facebook, o que mais encontro são defensores cheios de afinco para defender seus próprios interesses, os mais variados tipos de comentários em defesa de pré-candidatos.  Ao perceber  esse tipo de comportamento, questiono-me o porquê de não se usar tanta energia para defender as políticas públicas e para exigir que esses pré-candidatos apresentem projetos realmente interessantes para todos. Quando a defesa parte da necessidade única de bajular para conseguir um apadrinhamento qualquer no futuro, pratica-se a politicagem que em nada acrescenta ao desenvolvimento dos municípios muito pelo contrario, apenas contribui para que a manutenção dos currais eleitorais esteja garantida por mais quatro anos.

Um eleitor consciente e cumpridor de seus deveres sabe que tem não necessidade de bajulação e que um candidato que tem projetos para a comunidade é melhor do que aquele que demonstrou um interesse grupal que beneficiará apenas seus aliados. Alguém que te oferece um provável emprego em uma instituição pública em troca de seu voto, pratica politicagem. Aquele que te mostra como melhorar o município com base em dados e que tem pelo menos uma idéia de como solucionar determinado problema que afeta o povo, faz uso da política.

Não desperdice sua energia e dignidade pensando apenas no interesse presente, no que você enquanto indivíduo pode ganhar com o êxito de determinado candidato, use-a com sabedoria, aproveite o espaço das redes sociais e rodas de conversa para cobrar, e exigir que algo relevante seja mostrado. Quando um gestor investe em políticas públicas, ele beneficiará a você e a mim, então cabe a nós avaliarmos se precisamos de alguém que pratique política ou politicagem.

Luanna Brandão.

Por: Junior Queiroz em 23 de julho de 2016

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Um Comentário

  1. Zizo Mamede disse:

    Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições res­peitáveis. A politicalha é a indústria de o explorar a benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crónico dos povos negligentes e vicio­sos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a hi­giene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada.

    Rui Barbosa: Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente. A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições res­peitáveis. A politicalha é a indústria de o explorar a benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crónico dos povos negligentes e vicio­sos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a hi­giene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada. Rui Barbosa – RUI BARBOSA

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