Ex-prefeito de João Pessoa chegou a declarar que votaria em João para o Senado, mesmo deixando a base.
Nos últimos dias, o debate sobre o voto cruzado para o Senado ganhou bastante repercussão, principalmente depois de o pré-candidato ao Governo, Cícero Lucena (MDB), normalizar a prática. A mesma postura partiu do ex-governador e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), que declarou que ainda espera contar com o voto de Cícero.
No ano passado, quando deixou a base aliada de João Azevêdo, para se filiar ao MDB e formalizar a sua pré-candidatura, Cícero Lucena afirmou que votaria no ex-governador para o Senado.
A questão é que, na época, a chapa do MDB tinha apenas um pré-candidato a senador, que era Veneziano Vital do Rêgo. Agora, o cenário já é bem diferente, e André Gadelha também deve disputar uma das cadeiras da bancada paraibana no Senado.
Mesmo assim, João Azevêdo declarou que não descartaria o voto de ninguém e que espera receber os votos de Cícero Lucena e do atual prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra.
“Eu nunca descartei voto de ninguém. Eu até disse que não é o candidato que escolhe o eleitor, é o eleitor que escolhe o candidato. Se Cícero Lucena quiser votar em mim, ele vota. Se Léo Bezerra quiser votar em mim, ele vota. E eu espero que votem! Eu nunca descartei voto de quem quer que seja”, disse João Azevêdo.
A prática do voto cruzado, sobretudo por prefeitos de cidades de interior, pode beneficiar os pré-candidatos que correm por fora. Como é o caso do colega de chapa de João Azevêdo, Nabor Wanderley, que vem, inclusive, pegando para si o apoio de alguns prefeitos aliados do ex-governador.
Com Jornal da Paraíba







