Candidatos de pólos opostos no espectro político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) têm uma característica em comum — a alta rejeição entre o eleitorado brasileiro. É o que indica um levantamento sobre o potencial eleitoral dos presidenciáveis publicado nesta sexta-feira, 30, pelo instituto Paraná Pesquisas.
De acordo com o estudo, chega a 45,3% a parcela dos eleitores que dizem não votar “de jeito nenhum” em Lula, ao passo que 44,7% descartam completamente a possibilidade de voto em Flávio. Dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais (pp) da pesquisa, os níveis de rejeição do petista e do bolsonarista configuram empate técnico.
Por outro lado, mesmo considerando a margem de erro, Lula mantém ligeira vantagem sobre Flávio em relação aos eleitores convictos — aqueles que declararam já ter decidido seu voto. O levantamento indica que 31,5% dos entrevistados “com certeza votaria” no atual presidente, enquanto 26,3% se dizem determinados a escolher o nome do senador nas urnas.

Considerando o potencial eleitoral mais amplo — a soma entre os votos certos e os possíveis –, contudo, a situação volta a ser de empate. Em relação a Lula, o total de entrevistados que “com certeza votariam” e que “poderiam votar” é de 53,8%, contra 54,4% de eleitores convictos e simpatizantes de Flávio Bolsonaro.
Já os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, aparecem na pesquisa com menos apoio garantido ou rejeição categórica, mas superam Lula e Flávio no campo dos votos possíveis. O levantamento indica que 48,1% dos eleitores poderiam votar em Tarcísio, ante 60% que consideram escolher Ratinho.
O instituto Paraná Pesquisas entrevistou 2.080 eleitores em 160 municípios brasileiros, distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro é estimada em 2,2 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos. A pesquisa está registrada junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08254/2026.
Com Veja





