No quarto mandato de deputado, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, virou o candidato de Arthur Lira e do governo na eleição a presidente da Câmara em fevereiro.
A reviravolta na disputa, que tinha Elmar Nascimento como favorito nas bolsas de aposta dos deputados, foi construída diante da constatação de que os nomes mais evidentes na briga não produziriam um consenso no plenário — fraturando o atual grupo político que elegeu Lira há quase dois anos.
Motta é essa tentativa de obter uma frente capaz de eleger o presidente no campo aliado de Lira sem despertar os instintos mais primitivos dos outros postulantes.
Motta tem o apoio de Lira, simpatia de outros candidatos e do próprio Planalto. Marcos Pereira desistiu nesta terça da disputa e declarou apoio a Motta. Fez isso depois de conversar com Lula e com o próprio Gilberto Kassab, cacique do PSD que apoia Antonio Brito. O próprio Brito, aliás, também não tem ressalvas sobre Motta.
O momento agora é de negociação para acomodar interesses dos candidatos que saíram da disputa ou que pode ainda sair — até cargo de ministro do TCU é citado nessas conversas.
Lira, nas palavras de aliados, está deixando “decantar” o processo para anunciar Motta como escolhido, tão logo os outros candidatos decidam o caminho a seguir.
Com Veja