Presidente faz um paralelo entre o novo tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros e a pandemia de Covid-19
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (22) que “há males que vêm para o bem” durante cerimônia para anunciar medidas do governo brasileiro em resposta ao recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos.
Lula faz um paralelo entre o novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros por parte dos EUA e a pandemia de Covid-19. Segundo o petista, o SUS (Sistema Único de Saúde) “saiu altamente fortalecido” do período pandêmico, indicando o mesmo para a indústria e comércio.
“Na economia, nós também provamos que quando tem uma crise, ao invés de ficar chorando, precisamos encontrar uma saída. Estamos demonstrando que não há crise que impeça o Brasil de seguir sua trajetória de continuar sua economia crescente”, disse Lula durante evento de sanção do Programa Brasil Soberano
A terceira edição do programa emergencial para produtores brasileiros contará com R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas afetadas por tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, conflitos internacionais e pelo avanço de medidas protecionistas no comércio global.
Do total do programa, R$ 13,5 bilhões serão aportados pelo Tesouro Nacional, com dinheiro não utilizado em edições anteriores do programa e na renegociação de dívidas rurais. Outros R$ 5 bilhões virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Novo tarifaço
A nova distribuição de tarifas por parte dos Estados Unidos contra produtos brasileiros entrou em vigor a partir das 01h01, horário de Brasília.
A medida foi oficializada na virada da última quinta (16) para sexta-feira (17), em documento publicado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).
Entre as acusações que embasam a nova tarifa, os Estados Unidos citam a criação do Pix, que, segundo o governo americano, teria prejudicado o comércio de bandeiras de cartões de crédito americanas no Brasil.
Também é mencionado o desmatamento brasileiro, que, na visão americana, permitiria que os fazendeiros brasileiros operassem com custos menores do que os produtores americanos, que precisam seguir uma legislação ambiental mais rigorosa. O governo brasileiro rebateu todas essas acusações.
Com CNN Brasil







