Willis Cosmo não é considerado suspeito pela Polícia Civil na morte de Milce Pessoa, mas já teve casa e carro periciados.
A filha de Milce Daniel Pessoa, a idosa encontrada morta em uma área de mata após seis dias desaparecida em Bayeux, na Grande João Pessoa, falou sobre a relação de Willis Cosmo e a mãe dela em entrevista. O homem foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos, nesta quarta-feira (29).
De acordo com Suênia Pessoa, a amizade dos dois era de longa data e ambos se ajudavam, seja em idas para consultas médicas em conjunto ou na ajuda com afazeres, com Milce auxiliando nos cuidados com a mãe de Willis, que é acamada. Apesar de ser conduzido para prestar esclarecimentos, a polícia não trata o homem como suspeito no caso até o momento.
“Eu sabia que ela ia muito na casa dele, porque ela gostava de ajudar, que conhecia a mãe dele e ajudava a senhora acamada, que já conhecia de muitos anos, então, realmente, eles tinham uma relação de muita amizade, de sair com ela, de passear, de resolver problemas médicos dele, da mãe dele, inclusive às da minha mãe”, explicou.
A filha deu essa declaração após o corpo da idosa ser encontrado e disse também que não confia na versão contata pelo homem de que na última quarta-feira (22), quando a idosa acompanhou o homem em uma consulta no Hospital Metropolitano, em Santa Rita, teriam ido pegar manga em um terreno.
“(…) Já estava esperando, infelizmente, esse desfecho porque não tinha como uma história dessa ser verdadeira, né? Então, agora é realmente esperar a justiça e que ele fale se tinha mais alguém, se foi ele, o que foi que ele fez e aguardar a perícia com o resultado final mesmo”, disse.
Divergências em depoimentos, segundo a Polícia Civil
A Polícia Civil apontou divergências em depoimentos anteriores do idoso, antes dele ser conduzido para a delegacia, para prestar esclarecimentos. A informação foi dada pelo delegado do caso, Douglas García, em entrevista para a TV Cabo Branco.
Segundo o investigador, as divergências estão relacionadas aos horários apontados pelo homem no que diz respeito a saída deles de um hospital, na última quarta-feira (22), e a ida para uma região de mata colher mangas.
“Diversas pessoas foram ouvidas, familiares, deram detalhes de horários, sabemos que do Hospital Metropolitano para cá não passa de 15 minutos. E se uma pessoa sair de lá por volta de 10h30,11h, não chegaria aqui 13h. Isso é uma pergunta que precisa ser respondida. O senhor Willis trouxe algumas respostas em relação a isso, inclusive vai ser confrontada com outras pessoas que foram ouvidas, com câmeras de segurança”, disse.
O delegado disse também que, na terça-feira (28), o trajeto foi refeito com o amigo da idosa, da saída do hospital até a área de mata. O percurso foi cronometrado pelas autoridades e foi dito que “não seria possível, em hipótese nenhuma, chegar no horário dito pelo homem”.
“Em todas as vezes que o trajeto foi feito, não seria possível, em hipótese nehuma chegar ali por volta das 13h e, como ele narrou, que ele não parou em nenhum local, veio diretamente para cá, isso causou muito estranhamento”, ressaltou.
Milce Daniel Pessoa estava desparecida desde a manhã da quarta-feira (22), após acompanhar Willis em uma consulta médica. O genro da idosa fez o reconhecimento do corpo e informou à TV Cabo Branco que, apesar do estado avançado de decomposição, características do cadáver batem com a mulher desaparecida, como a roupa, cor das unhas e maçãs do rosto.
O delegado Douglas Garcia responsável pelo caso informou que o corpo ainda vai passar por exames para a confirmação. “Existem procedimentos primários e secundários para identificação do cadáver. Até o momento foi identificada a cor das unhas, confirmada pelo genro, o vestido verde, uma pulseira que ela usa”.
Buscas foram realizadas em uma região de mata e contaram também com apoio do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e também de cães farejadores.
Com Jornal da Paraíba






