Candidato do PL impôs 19 condições para topar o desafio imposto pelo presidente
O comando da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que aceita as condições impostas por Flávio Bolsonaro para divulgação de sigilos bancários e telefônico do candidato e de seus familiares.
O senador Camilo Santana (PT-CE), que faz parte da coordenação da campanha petista, disse que será protocolado na quinta-feira às 11h um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que a candidatura responde que aceita as exigências de Flávio.
— O presidente da República não tem abosultamente nada a se opor em relação a tudo que ele colocou como condiocionante — afirmou Camilo.
O senador disse ainda que as exigências de Flávio são “uma tentativa de manobra” para não aceitar o desafio feito por Lula.
— Todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. Contanto que ele também cumpra e abra tudo.
Camilo afirmou ainda ter estranhado que Flávio tenha retirado a empresa Alcazar Holding da lista de documentos que estaria disposto a fornecer. Relatório da Polícia Federal aponta o candidato do PL como “usuário master” de uma conta bancária da empresa em conjunto com o advogado Willer Tomaz. A Alcazar Holding tem o advogado como controlador, segundo a PF. Uma troca de e-mails analisada pelos investigadores mostra que Flávio tinha poderes sobre a conta até maio de 2025.
— Se ele não tem nada a dever ele cumpra o que o presidente Lula propôs.
Flávio Bolsonaro apresentou nesta quarta-feira uma lista de 19 condições para atender ao chamado do petista. São pedidos de acesso a informações financeiras, telefônicas e administrativas envolvendo o adversário na disputa do segundo turno, seus familiares e pessoas próximas ao governo. O documento foi juntado ao procedimento do PT protocolado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre as solicitações estão dados bancários e fiscais de empresas ligadas aos filhos de Lula, registros de encontros do presidente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informações sobre a lobista Roberta Luchsinger e despesas do cartão corporativo da Presidência. O senador também pede informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB), visitas aos palácios presidenciais e reuniões de pessoas próximas ao governo com autoridades.
Os pedidos estão divididos em quatro frentes na petição apresentada ao TSE. A primeira trata de empresas e pessoas ligadas à família do presidente e ao Instituto Lula. A segunda reúne informações sobre a relação do governo com Vorcaro. A terceira aborda Roberta Luchsinger e o caso das fraudes contra aposentados do INSS. A última trata de despesas custeadas com dinheiro público.
Com O Globo






