A Prefeitura de João Pessoa informou, nesta terça-feira (29), que ainda não foi notificada oficialmente sobre a a decisão judicial que afastou o secretário do Procon-JP, Júnior Pires, mas esclareceu que está “à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”.
O auxiliar da gestão municipal foi alvo de uma operação da Polícia Federal, que investiga a negociação de apoio político entre agentes públicos e integrantes de uma facção criminosa.
A gestão do prefeito Leo Bezerra (PSDB) também destacou ter “compromisso intransigente com a democracia e o respeito às instituições”. “A Prefeitura reafirma, ainda, sua confiança na Justiça e no devido processo legal”, complementou em nota.
Ao todo, a PF cumpriu sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A Justiça Eleitoral determinou o afastamento cautelar, por 90 dias, do secretário municipal.
A investigação
Segundo a investigação, integrantes da facção, valendo-se do controle territorial exercido sobre comunidades, teriam negociado apoio político e a autorização para que candidatos ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha.
Em contrapartida, são investigados pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A investigação apura, em tese, crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado. As diligências buscam aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos.
Leia nota da Prefeitura de João Pessoa
A Prefeitura de João Pessoa informa que ainda não foi oficialmente notificada acerca da decisão judicial que determinou o afastamento cautelar de um de seus servidores. O Município coloca-se à inteira disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reitera seu compromisso intransigente com a democracia e o respeito às instituições. A Prefeitura reafirma, ainda, sua confiança na Justiça e no devido processo legal.
Com MaisPB







