O ministro Alexandre de Moraes, do STF, encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, um conjunto de relatórios da PF que atribuem possíveis crimes ao seu colega André Mendonça e pede que ele “tome as providências que entender necessárias”.
“Há, portanto, a presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade pelo Ministro André Mendonça”, afirmou Moraes.
De acordo com o ministro, as seguintes irregularidades teriam sido cometidas no âmbito das operações Compliance Zero e Sem Desconto, que investigam as fraudes no Banco Master e no INSS, e são relatadas pelo colega:
- Usurpação da direção das investigações das autoridades policiais, inclusive com determinação de medidas administrativas que afastaram a
observância da cadeia de custódia prejudicando a produção probatória; - Condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada;
- Direcionamento de determinados alvos para investigação (contra o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre), por motivos pessoais e políticos, inclusive com a indicação prévia de medidas cautelares a serem apresentadas pela Polícia Federal
A decisão de Moraes foi tomada no inquérito das fake news, aberto em 2019 para apurar ataques aos ministros da Corte.
O ministro afirmou que recebeu “notícias” sobre a “existência de relatórios de inteligência” da PF sobre “eventuais atos criminosos tendentes a direcionar a produção de provas para falsa imputação de crime” em relação a integrantes do STF.
Por isso, determinou ao diretor-geral da PF que enviasse esses documentos para sua análise.
A decisão foi tomada na terça-feira, no mesmo dia em que Mendonça tirou o sigilo de outro relatório da PF, que detalha a relação de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Com Veja







