A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet afirmou que o governo precisa mudar a forma de dialogar com a população diante do descompasso entre indicadores econômicos e a percepção dos brasileiros. Em entrevista ao programa Amarelas On Air, de VEJA, a pré-candidata ao Senado pelo PSB foi direta: “precisamos rever a comunicação”. Para Tebet, o problema não se limita à estratégia institucional do governo, mas envolve toda a classe política. “Não é a governamental, é nossa enquanto políticos”, disse.
Segundo ela, apesar de avanços em áreas como emprego, renda e crescimento, esses resultados não têm sido plenamente absorvidos pela sociedade. A ex-ministra atribui parte dessa desconexão ao cenário de endividamento elevado das famílias, que impacta diretamente a avaliação sobre a economia.
Ao explicar esse diagnóstico, ela detalhou os fatores que, na sua visão, ajudam a distorcer a percepção da população. Tebet citou o aumento do consumo impulsivo, sobretudo após a pandemia, e o acesso facilitado ao crédito, que levaram muitos brasileiros ao endividamento, além do impacto das apostas online nesse cenário.
A pré-candidata ao Senado reconheceu que há falhas na forma de comunicar os resultados econômicos. “Há que se fazer o mea-culpa da falta de uma comunicação mais assertiva, de conseguir se comunicar com o jovem nas redes sociais, com o trabalhador nas redes sociais daquilo que nós estamos fazendo”, afirmou.
Na avaliação da ex-ministra, as redes sociais ainda são um desafio para a política tradicional. Embora sejam ferramentas centrais no debate público, ela considera que ainda há dificuldade em utilizá-las para explicar políticas públicas de forma clara e eficaz.
Tebet também ressaltou que a percepção negativa não decorre apenas de falhas de comunicação, mas da realidade concreta das famílias. Segundo ela, o endividamento recorde faz com que muitos brasileiros não sintam melhora, mesmo diante de indicadores positivos.
Com Veja






