Faleceu nesta terça-feira (17), aos 92 anos, em Recife, o engenheiro civil Mário de Oliveira Antonino, profissional reconhecido pela vasta experiência, energia e dedicação ao longo de décadas de atuação na engenharia brasileira. Natural de Serra Branca, no Cariri paraibano, Mário deixa um legado marcado por importantes obras e forte atuação comunitária.
Nascido em 30 de junho de 1933, em Serra Branca, Paraíba, Mário Antonino construiu uma sólida trajetória acadêmica. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1958. Também era bacharel em Matemática pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), onde concluiu o curso em 1957.
Em Pernambuco, tornou-se amplamente conhecido como engenheiro responsável por grandes obras estruturantes. Entre elas, destaca-se a Barragem de Brotas, no município de Afogados da Ingazeira, além de diversas outras obras executadas pelo estado, consolidando seu nome como referência na engenharia civil pernambucana. Ao longo da vida, foi responsável pela construção de mais de uma centena de empreendimentos, entre igrejas, hospitais, prédios residenciais, comerciais e universitários, além de hotéis. Costumava se definir como “um executor de obras”.
Além da atuação profissional, Mário Antonino também teve forte ligação com sua terra natal. Em Serra Branca, deu grande contribuição para a fundação do Instituto Histórico e Geográfico de Serra Branca, onde inclusive era membro atuante, colaborando com a preservação da memória, da história e da identidade cultural do município. Membros do instituto lamentaram a morte de Mario.
Homem de fé, teve ainda destacada atuação no Rotary International, chegando a ocupar o cargo de diretor internacional — outra grande paixão que cultivava ao lado da engenharia.
Na vida pessoal, era apaixonado pela família. Casado com Celma Costa Dantas Antonino, foi pai de cinco filhos e avô de dez netos.
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