Em junho de 2022, na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano, a vida de Rossana Queiroz foi marcada por um episódio de violência que quase lhe custou a própria vida. Vítima de uma tentativa de feminicídio, ela passou dois meses em coma, em um período de incerteza e sofrimento para familiares e amigos.
Na época, o quadro clínico era considerado extremamente grave. Segundo relatos da família, médicos chegaram a afirmar que ela dificilmente sobreviveria e que, caso resistisse, poderia ficar paraplégica.
Contra todos os prognósticos, Rossana sobreviveu e iniciou um longo processo de recuperação. A reabilitação tem sido construída dia após dia, com acompanhamento médico e esforço contínuo.
“Falaram que eu não iria sobreviver, que ficaria paraplégica, mas estou aqui”, afirmou Rossana, ao relatar sua trajetória de superação.
O processo de recuperação envolve desafios físicos e emocionais. Cada avanço é celebrado pela família, que acompanha de perto a evolução do quadro. Para os pais, cada conquista representa não apenas melhora clínica, mas também uma resposta à violência sofrida.
Além da recuperação, permanece a cobrança por responsabilização dos envolvidos. Rossana e seus familiares aguardam que o caso tenha desfecho judicial e que haja punição adequada, para que não se torne apenas mais um número nas estatísticas de violência contra a mulher.
A história de Rossana Queiroz, ocorrida em Monteiro, tornou-se um símbolo de resistência e sobrevivência. O caso reforça a importância de políticas públicas de proteção às mulheres, de redes de acolhimento às vítimas e de respostas rápidas do sistema de justiça.
Mesmo com cicatrizes e limitações, Rossana segue em frente, transformando a própria dor em voz e mobilização. Sua trajetória é também um alerta sobre a gravidade da violência de gênero e a necessidade de prevenção, proteção e justiça.
PARAÍBA MIX
Com Paraíba da Gente





