Prefeitura notifica quatro casos suspeitos de varíola dos macacos em penitenciária no PE

A Prefeitura de Limoeiro, no Agreste, informou nesta quinta-feira (4) que notificou quatro casos suspeitos de varíola dos macacos (monkeypox) entre detentos da Penitenciária Doutor Ênio Pessoa Guerra. De acordo com a gestão municipal, os pacientes são homens e não têm histórico de viagem para países endêmicos.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou, por meio de nota, que recebeu a notificação dos casos. Os pacientes têm idades entre 19 e 28 anos e estão isolados na enfermaria da unidade prisional. A secretaria também disse que os homens fizeram exames para infecções sexualmente transmissíveis.

“As amostras coletadas serão encaminhadas para o Laboratório de Enterovírus da Fiocruz/RJ, referência para o diagnóstico da Monkeypox, e para o Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen), que realizará a investigação para outras enfermidades”, disse a SES.

A prefeitura informou que os pacientes receberam atendimento médico, fizeram coleta de material conforme os protocolos vigentes e “foram orientados quanto à necessidade de manter isolamento”. De acordo com a secretária de Saúde do município, Paloma Sonally, alguns dos pacientes já apresentam sintomas do final da doença.

“A doença tem duas fases de sintomatologia. Eles passaram pela primeira, de febre, dor de cabeça, dor no corpo, calafrios e exaustão. Agora, estão com as lesões, alguns até com crostas, que é a última fase, de cicatrização das lesões”, explicou a secretária.

A secretária também disse que os detentos com os sintomas foram isolados dos demais. “A penitenciária é de gestão estadual, mas estamos fazendo a investigação de quem teve contato próximo com eles, além do monitoramento na unidade, para fazer o isolamento”, declarou.

A Secretaria Estadual de Saúde também disse que, como medida preventiva, até que se tenha o diagnóstico definitivo dos casos, “o pavilhão onde os reeducandos estavam ficará isolado”.

A direção da penitenciária também fez uma busca entre todos os detentos para saber se houve outros possíveis casos.

De acordo com o boletim mais recente divulgado pela SES, em Pernambuco, de 28 de julho, há sete casos confirmados da doença, além de 11 ocorrências em investigação, sem contar os casos identificados em Limoeiro.

Lesões provocadas pela varíola dos macacos — Foto: GETTY 

A varíola dos macacos foi declarada emergência global em saúde pela Organização Mundial em Saúde (OMS) no sábado (23). Mais de 16 mil casos da doença já foram relatados em 75 países, com ao menos cinco mortes.

A prefeitura de Limoeiro informou que os casos foram informados ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco (Cievs), vinculado à SES. Uma investigação epidemiológica foi iniciada, para saber de que forma ocorreu o contágio.

“Os pacientes já receberam atendimento médico, realizaram coleta de material conforme os protocolos vigentes e foram orientados quanto à necessidade de manter isolamento, uma vez que a transmissão do vírus ocorre por contatos próximos com lesões, fluidos corporais (relações sexuais, independentemente de orientação sexual), gotículas respiratórias e materiais contaminados”, afirmou a prefeitura.

O primeiro caso confirmado em Pernambuco foi “importado”, envolvendo um morador de São Paulo. O homem saiu de Guarulhos para passar uma temporada no Grande Recife.

Em junho, a Secretaria Estadual de Saúde emitiu nota técnica para os serviços de saúde sobre as diretrizes a serem adotadas para vigilância da doença.

Sintomas e prevenção

A transmissão ocorre por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama, independentemente da orientação sexual de quem está infectado.

A doença costuma causar os seguintes sintomas iniciais:

  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • dor nas costas;
  • gânglios (linfonodos) inchados;
  • calafrios;
  • exaustão.

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

De acordo com o Ministério da Saúde, as pessoas com sintomas da doença devem procurar atendimento médico caso apresentem algum sintoma suspeito, e emitiu as seguintes recomendações:

  • Mantenham uso de máscaras, principalmente em ambientes com indivíduos potencialmente contaminados com o vírus;
  • Afastem-se de pessoas que apresentem sintomas suspeitos como febre e lesões de pele-mucosa (erupção cutânea, que habitualmente afeta o rosto e as extremidades e evolui de máculas para pápulas, vesículas, pústulas e posteriormente crostas);
  • Usem preservativo em todos os tipos de relações sexuais (oral, vaginal, anal) uma vez que a transmissão pelo contato íntimo tem sido a mais frequente;
  • Estejam alertas para observar se sua parceria sexual apresenta alguma lesão na área genital e, se presente, não tenham contato;
  • Procurem assistência médica, caso apresentem algum sintoma suspeito, para que se estabeleça diagnóstico clínico e, eventualmente, laboratorial.
Por: Junior Queiroz em 4 de agosto de 2022

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