Serra Branca 2016: a união das oposições

zizomamedePor Zizo Mamede

Do governo Dudu Torreão-Joda Zuza saem duas candidaturas a prefeito de Serra Branca. Sem entrar no mérito das figuras prepostas, não é difícil muito esforço para discernir o que está acontecendo nas entranhas governistas: Há uma disputa entre eles, que pode dar lugar a uma grande negociata de votos, cargos e dinheiro.

A candidatura de Flavio Henrique é diretamente tutelada pelo prefeito Dudu Torreão, dentro da mais tradicional política de base familiar, mas não só: é sustentada pelo vereador Paulo Sérgio de Raquel, o vereador preferido do prefeito, por Marcelo Jackson, o fantasmagórico médico tecnocrata e pelo vereador Hercules Holanda, figura  que dispensa comentários.

A candidatura da “família” costura ainda o apoio da ex-prefeita Alda Dias e de Odívio Nóbrega, que tem um vereador para chamar de seu. Aqui, pode acontecer tudo, inclusive nada.

Do mesmo lado de dentro do governo municipal, sai a candidatura de Vicente Fialho  Souzinha, tutelado pelo vice-prefeito Joda Zuza, mas que tem no líder do governo Dudu, o vereador Carlos Kleber, o principal porta-voz.

A candidatura do Souzinha lembra os tempos das sublegendas partidárias no ocaso do Regime Militar, que permitia a cada partido lançar mais de um candidato na disputa majoritária. Tanto é que o Souzinha conta com o apoio de secretários e servidores comissionados que continuam no governo de Dudu e Joda. Souzinha também está negociando o apoio do andrógino grupo de Alda Dias.

Até aqui, nenhuma diferença foi marcada entre as duas candidaturas. Por exemplo, todos, de Dudu Torreão a Joda Zuza, de Flavio Henrique a Souzinha, de Hercules Holanda a Carlos Kleber, fazem um silêncio sepulcral sobre o pagamento de quase 500 mil reais pagos em notas fiscais frias da Secretaria de Serviços Urbanos.

Nesses dias, o bloco governista local conseguiu traduzir-se pelas lágrimas torrenciais do prefeito Dudu Torreão, lastimando-se do distanciamento dos correligionários,  Vicente Fialho Souzinha, Joda Zuza e Carlos Kleber. Estão vazando saudades uns dos outros.

A essa altura dos acontecimentos, a proposta de Guilherme Gaudêncio, candidato a prefeito do PSB, em unificar toda a oposição em uma única candidatura é uma oportunidade para passar a limpo quem é oposição e quem está tentando enganar a população de Serra Branca.

O PT tem todos os motivos para renovar a aliança com o PSB, somando esforços com os demais partidos da oposição. Os partidos já caminharam juntos em tempos de escassez eleitoral e alcançaram grandes vitórias políticas em Serra Branca, na Paraíba e no Brasil.

É preciso crer na seriedade e boa vontade do PSB de Serra Branca em unificar toda a oposição para representar o sentimento de mudança que a maioria da população expressa.

A divisão das forças oposicionistas beneficiou o grupo de Dudu Torreão e Joda Zuza, Souzinha e Flávio Henrique, Hercules Holanda e Carlos Kleber, que conseguiram derrotar a maioria oposicionista em 2012. Esse erro não pode se repetir.

O Partido dos Trabalhadores, liderado pelo Professor Galeguinho nesta quadra político-eleitoral histórica, também se propõe a unificar toda a oposição numa frente política popular, programática e progressista. O todo que virá com certeza será maior e melhor do que a simples soma das partes. Serra Branca só tem a ganhar.

Por: Junior Queiroz em 3 de maio de 2016

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