Em meio à crise, prefeitos paraibanos divergem sobre reajuste dos próprios salários

No último final de semana, a prefeita do município de Monteiro, Anna Lorena, afirmou que não vai implantar o reajuste aprovado na legislatura anterior pela Câmara Municipal de Vereadores, e, além disso, anunciou a redução do próprio salário em 30%, fixando-o em R$ 14 mil. A decisão de Lorena acompanha a de outros gestores paraibanos que também já anunciaram congelamento dos vencimentos durante a crise econômica enfrentada pelo país, mas não é unanimidade entre os prefeitos.

Entre os que abdicaram do reajuste está o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), que havia recusado o projeto aprovado na Câmara de Vereadores. Em 2015, o gestor reduziu o próprio salário e do vice-prefeito em 40% como medida para enfrentar a crise econômica e dar continuidade às obras na cidade. Os vereadores, contudo, ainda estão diante de um impasse sobre os próprios vencimentos que foram reajustados em 26,5% além da implantação do 13º salário, mas acabou barrado após liminar da justiça.

Em João Pessoa, tanto o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) como a Câmara Municipal adotaram o congelamento dos salários. Além de não reajustar o próprio, Cartaxo também adotou o congelamento do salário do vice-prefeito, secretários, adjuntos e superintendentes da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) pelos próximos quatro anos. Em Cabedelo, o prefeito Leto Viana (PRP) foi outro que anunciou a mesma medida para toda a equipe de governo como forma de conter gastos e manter o equilíbrio financeiro.

Em São Bento, o prefeito Jarques Lúcio (DEM) foi mais além. Ele renunciou o direito ao seu salário como agente político e afirmou que a economia, em quatro anos, chegará à R$ 960 mil reais, já que a remuneração de prefeito na cidade gira em torno de R$ 20 mil.

Contramão – Seguindo em direção oposta ao clamor da sociedade, em cidades como Monte Horebe, no Sertão, a decisão foi diferente. Há poucos dias, o prefeito Marcos Eron (PMDB) sancionou o Projeto de Lei que aprova o aumento salarial para prefeito, vice e secretários municipais, passando de R$ 12 mil para R$15 mil o salário de prefeito, de R$ 6 mil para R$ 7,5 mil para vice.

Em Jericó, também no Sertão, os vereadores da bancada de oposição da cidade ajuizaram um mandado de segurança na 2ª Vara Mista contra os projetos de reajuste salarial de algumas categorias que haviam sido aprovados pela própria Câmara, entre eles, o PL 05/2016 que se refere ao reajuste nos salários do prefeito e vice-prefeito em 20%.

 

com Blog do Gordinho

Por: Junior Queiroz em 31 de janeiro de 2017

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