Em 2017, região do Cariri sofreu com a perda de três grandes nomes da cultura musical

O ano de 2017 também foi marcado na área cultural e artística pela perda de três grandes nomes da música regional.

O dia 16 de junho de 2017 ficará para sempre marcado na cabeça de milhares de forrozeiros espalhados por todos Brasil. Neste dia toda a cidade de Livramento chorava a perda de uma de suas filhas mais ilustres: a consagrada cantora Eliza Clívia, responsável por grandes sucessos inesquecíveis da banda Cavaleiros do Forró.

Era o início da tarde da sexta-feira, 16 de junho quando a cantora caririzeira de 37 anos, e o marido o baterista Sérgio Ramos morreram em um acidente de trânsito no Centro de Aracaju.

A cantora tinha iniciado carreira solo há apenas quatro meses e estava em Aracaju para divulgar um show, que seria realizado naquela noite.

Seu enterro foi um dos maiores já visto na região e a cidade de Livramento recebeu fãs de todas as partes do nordeste.

Eliza Clívia ganhou um memorial que foi inaugurado no mês passado em sua terra natal, Livramento.

O povo caririzeiro e os amantes da cultura nacional também choraram a perda de outra mulher que terá seu nome marcado para sempre na cultura popular brasileira: Zabé da Loca.

Foi de morte natural e aos 93 anos de idade que Isabel Marques da Silva, conhecida como a Zabé da Loca faleceu em sua residência na cidade de Monteiro. Nos últimos anos, Zabé lutava contra a doença de alzheimer.

Seu velório prestigiado pela população e diversas autoridades aconteceu no Memorial Zabé da Loca, no Sítio Tungão, Fazenda Santa Catarina.

Zabé da Loca, ficou bastante conhecida por morar durante 25 anos dentro de uma pequena gruta (loca), na Comunicade Santa Catarina, na zona rural de Monteiro. Inclusive, o apelido surgiu por esse motivo.

E foi por esse motivo que ela teve que deixar a gruta e ir morar na casa de uma das filhas. Em 2003, aos 79 anos, gravou o seu primeiro CD, Canto do Semi-Árido, com composições próprias e versões de Luiz Gonzaga e Humberto Texeira.

Além do pífano, a vida passada na antiga loca define a figura de Zabé. O apelido acabou por virar seu nome artístico. Ela ainda morava na gruta quando foi descoberta, aos 79 anos, pelo pessoal do projeto Dom Helder Câmara, do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Saída da loca, Zabé foi ganhando reconhecimento. Aos 85 anos, recebeu o prêmio Revelação da Música Popular Brasileira em 2009. Ela colecionou diplomas importantes e muitas viagens de trabalho.

As perdas para a cultura popular caririzeira não pararam por aí. Em 17 de outubro o cantor paraibano Juberlino Martins Levin, mais conhecido como Fuba de Taperoá, na cidade de Guarulhos, em São Paulo, por falência múltipla de órgãos. O artista que nasceu na zona rural de Taperoá, no Cariri da Paraíba, lutava contra problemas de saúde causados pelo diabetes.

Cantor, compositor e instrumentista, o artista lançou três discos de vinil e por último um CD, que teve direção da cantora Elba Ramalho e produção de Dominguinhos. O álbum teve 12 composições, a maioria de sua autoria, incluindo parcerias com Lereu do Pandeiro, Olimpio Profiro, Durval Vieira e Luis Amorim. O disco foi lançado durante show com a cantora Elba Ramalho.

Paraíba Mix

Por: Junior Queiroz em 30 de dezembro de 2017

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