Apesar da transposição, secretário destaca que situação dos reservatórios ainda preocupa na PB

A chegada das águas da transposição do Rio São Francisco à Paraíba esta semana está trazendo alegrias para a população e alívio para os gestores dos municípios que serão beneficiados, mas deve ser encarada com cautela, segundo uma avaliação do secretário de Estado dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevêdo. O auxiliar do governador Ricardo Coutinho (PSB) lembrou que a situação dos reservatórios do estado ainda preocupa a administração.

“A situação ainda é extremamente preocupante. Estamos com menos de 10% da capacidade dos nossos reservatórios que abastecem o estado. João, contudo, reconheceu o momento é de certo alívio. “Estamos vivendo um momento importante da transposição das águas do São Francisco, mas a chegada das águas vai ocorrer em uma determinada região do estado”, salientou. Ele informou que serão 44 cidades atendidas pela obra, enquanto o estado possui 223 municípios e “boa parte deles está no Sertão e depende das águas do açude de Coremas que está com 2,4% da capacidade”.

Apesar do alerta, Azevêdo garantiu que, tanto o Governo do Estado, quanto a Agência Nacional de Águas (ANA) estão empenhados em desenvolver alternativas para o problema. Entre as ações, a execução de uma adutora de engate rápido do reservatório Coremas Mãe/D’agua até Patos para, assim, minimizar os efeitos da seca na região. “Claro que a chegada das águas nos tira de uma situação preocupante em Campina Grande e região, mas o Sertão ainda preocupa”, disse.

Outro ponto abordado pelo secretário é que mais de 90% da obras por parte do estado já estão executadas e que no final do mês de março e início de abril “todo o esforço do Eixo Leste será destinado ao Eixo Norte”.

Em relação a destinação da água, o secretário explicou que a prioridade é o consumo humano e que não será preciso manter uma barragem como a de Boqueirão cheia, apenas manter um volume ideal que garanta uma menor evaporação e todos os usos. “A partir do momento que tivermos a garantia de que, quando precisarmos de água nos a tenhamos, poderemos utilizá-la para programas de desenvolvimento e irrigação. Isso vai ser importante para estimular projetos e a economia”.

 

com Blog do Gordinho

Por: Junior Queiroz em 10 de março de 2017

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